sábado, 22 de outubro de 2011

A gira de Baianos. Cada gira é uma festa, alegria e ensinamentos.

"Meu santo é forte,
Caboclo do Norte,
Que só faz o bem,
Só quer ajudar,
Não faz mal a ninguém,
É flecha encarnada,
mãe santa me deu..."

Caboclo do Norte, a gira de Baianos nada mais é do que a alegria de um povo que foi e é sofrido mas que não perde a esperança por possuir uma fé inabalável e uma experiência em lidar com problemas que fazem os nossos parecerem brincadeira.
Como encarar a vida e seus problemas com entusiasmo e alegria?
Pergunte a uma entidade da Gira de Baianos.
Sem a menor dúvida, a gira mais festiva e alegre da Umbanda.

Desprendida, descomplicada, um alto astral e uma vontade imensa de resolver as "coisas do coração" , verdadeiro obstáculo do ser humano.
Porque é nas coisas do coração que se encontram as soluções para todos os outros problemas.
Cansei de presenciar estas magníficas entidades desviarem assuntos relacionados a trabalho, dinheiro, ou qualquer outro problema para perguntar sobre as coisas do coração, no livro "Carma" enfatizo esse comportamento curioso, pois o impressionante é que realmente estes problemas existiam e eram o que realmente estava atrapalhando. Sanado estes problemas de relacionamento, os demais acabavam como que por mágica.

Água de coco, batida de coco, uma "branquinha", e a tradicional farofa, com acarajé, um peixe, ou qualquer coisa que só de sentir o cheiro nos remete a mágica Bahia de todos os santos.

É pra lá que eu vou!!.
Um convite a renascer para a alegria da vida, esta é a gira dos Baianos na Umbanda.


 

ADOREI AS ALMAS!!!!

Eles representam a humildade, força de vontade, a resignação, a sabedoria, o amor e a caridade. São um ponto de ponto de referência para todos aqueles que necessitam: curam, ensinam, educam pessoas e espíritos sem luz. Não têm raiva ou ódio pelas humilhações, atrocidades e torturas a que foram submetidos no passado. Com seus cachimbos, fala pausada, tranqüilidade nos gestos, eles escutam e ajudam àqueles que necessitam, independentes de sua cor, idade, sexo e de religião.



As grandes metrópoles do período colonial: Portugal, Espanha, Inglaterra, França, etc; subjugaram nações africanas, fazendo fazendo dos negros mercadorias, objetos sem direitos ou alma. Os negros africanos foram levados a diversas colônias espalhadas principalmente nas Américas e em plantações no Sul de Portugal e em serviços de casa na Inglaterra e França. Os traficantes coloniais utilizavam-se de diversas técnicas para poder arrematar os negros: Chegavam de assalto e prendiam os mais jovens e mais fortes da tribo, que viviam principalmente no litoral Oeste, no Centro-oeste, Nordeste e Sul da África. Trocavam por mercadoria: espelhos, facas, bebidas, etc. Os cativos de uma tribo que fora vencida em guerras tribais ou corrompiam os chefes da tribo financiando as guerras e fazendo dos vencidos escravos. No Brasil os escravos negros chegavam por Recife e Salvador, nos séculos XVI e XVII, e no Rio de Janeiro, no século XVIII.XVIII. Os primeiros grupos que vieram para essas regiões foram os bantos; cabindos; sudaneses; iorubás; geges; hauçá; minas e minas e malês. A valorização do tráfico negreiro, fonte da riqueza colonial, custou muito caro; em quatro séculos, do XV ao XIX, a África perdeu, entre escravizados e mortos 65 a 75 milhões de pessoas, e estas constituiam uma parte selecionada da população. 
 
 
 
 
 

domingo, 16 de outubro de 2011

Oração do Exú ELEGBARÁ

Elegbará, faze com que eu ande no caminho
certo, protegendo-me de noite de dia.
Faze com que meu trabalho haja progresso e
alegria, que no caminho não haja insegurança,
e que ninguém interponha sua traição.
Que não haja mais garantia do que minha
capacidade e competência sempre valorizada.
Defende minha casa como uma fortaleza e que
não sentem a minha mesa, falsas testemunhas
e enganadores, encontra para mim um trabalho
digno e da a grande honra de ser meu guia.

Oração do Exú BARÁ

    Quando as nuvens negras no teu caminho
    se atravessar, saibas que estou presente
    para todo mal levar.
    nas horas abertas me chamas para teus
    caminhos não minguar.
    Levanta, levanta filho não deixa as lanças
    te pisar, quem na terra pisa firme, o cavalo
    não vai tombar.
    As rédeas lhe foram dadas, agora em diante
    podes tocar a luta no dia e na noite, para
    não te embussalarem.
    A corrente do bem e do mal sempre existira
    na terra; mas se fores forte e malicioso a
    liberdade terás.
    Quando estiveres aflito saiba o punhal usar,
    para na terra lhe auxiliar sempre lhe livrando
    das pessoas traiçoeiras.
    Em baixo do teu pé esquerdo teus inimigos ao
    de ficar, se tu estiveres amarrado eu te
    desamarro, se estiveres trancado eu lhe destranco,
    se estiveres acorrentado eu desacorrento com
    com são Pedro e são Paulo.

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

A gira de Pretos velhos.

Os Vovôs e Vovós, símbolos de nossa Umbanda.

"... Navio negreiro no fundo do mar
Correntes pesadas na areia arrastavam
A negra escrava se pôs a rezar,
A negra escrava se pôs a rezar,
Saravá minha Mãe Yemanjá..."





Toda a magia Africana, os cultos de nação do Candomblé que trouxe a devoção aos Orixás em território brasileiro, teve como veículo os negros escravos de tempos antigos, nossos ancestrais que não mais estão entre nós como encarnados, mas encontraram na Umbanda um caminho para continuarem suas missões como entidades que muita sabedoria nos tem a oferecer.

Adorei as almas!!!

Assim com estas palavras os Umbandistas recebem os Pretos Velhos, Vovôs e Vovós como carinhosamente são chamadas estas entidades africanas responsáveis por agregar algumas das práticas candomblecistas a nossa homogênia religião de Umbanda.
Com certeza, todo o carisma da Umbanda devemos a estas entidades, verdadeiros símbolos de nossa religião, uma das giras mais populares.



Os pretos velhos cativam pela humildade, pela paciência e pelo amor de um avô para com os filhos de Umbanda que encontram nestes espíritos evoluídos o bálsamo necessário para continuarem em sua luta; a luta contra o preconceito, um preconceito que eles conheceram muito bem, que existe até hoje, infelizmente.

Para se aproveitar dos ensinamentos de um Preto Velho basta sentar-se diante dele, sem necessidade de nada nas mãos, mas com o coração aberto e com a consciência de que na sua frente se encontra um mestre entre dois mundos. Sábio pela vivência e pela vida pós terra.
Mas, se ainda assim quiser agradá-lo um copo de garapa ou café preto são suas bebidas preferidas. Às vezes acompanhada de um marafo, que outrora foi seu único consolo nas infinitas noites em que tentavam dormir ouvindo os gritos de seus familiares que enfrentavam os troncos e chicotes incansáveis. Para comer, um bolo de fubá, um torresmo ou uma feijoada, se acaso for dia de festa.

 Mas garanto: Trocam tudo isso por um "Muito obrigado, meu pai".
Estes espíritos se manifestam como pessoas idosas. Vem encurvados, mal conseguem andar. Trabalham sentadas em troncos e apoiam-se em suas bengalas feitas de galhos de árvores ou plantas que se utilizam das folhas.
Arruda, guiné, manjericão, folhas para suas mirongas poderosíssimas.
Um cachimbo, um chapéu de palha, uma roupa branca, um terço de rosário, dois pés no chão, 1.000 anos de experiência. 1.000 outras almas salvas por eles.



segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Pombagira Cigana da Estrada

A Pomba-Gira da Estrada gosta de trabalhar para o amor verdadeiro, e costuma dar muito brilho para quem a ela se dirigir. Ajuda bastante para desenrolar negócios e gosta de limpar caminhos e ajuda bastante em descarregos. 

Tudo ela faz com satisfação e alegria, mas, como toda a cigana... Gosta de bons agrados... Pulseiras, anéis, perfumes e lenços coloridos... Gosta de receber suas oferendas e pedidos nas Campinas das estradas de terra... Sempre às segundas-feiras. Peça com fé e respeito que pomba-gira da Estrada vem alegre para lhe ajudar!
  
Gosta de se vestir de vermelho, amarelo e dourado, gosta de ler a mão.
Dê para a Pomba gira da Estrada 1 rosa amarela numa rodovia larga, aberta e reta para abrir as estradas para os negócios, emprego, etc... 

Dê para a Pomba-gira da Estrada 1 rosa vermelha numa estrada de terra bucólica e romântica para ter sorte no amor e nas paixões! 

Use perfumes fortes de preferência com um toque de almíscar. Ao chegar, ela gargalha forte e se mostra muito soberana. É uma Pomba Gira alegre, mas, muito séria. Ninguém a vê dizendo palavrões e perdendo tempo.


Ela recebe presentes para resolver um grande problema em 7 caminhos diferentes, a saber:
_ 1 rosa amarela ou vermelha numa rodovia
_ 1 anel dourada numa rua larga e aberta
_ 1 fita amarela ou vermelha num caminho de terra
_ 1 pulseira dourada numa estrada de ferro
_ 1 lenço amarelo ou vermelho numa rua ou caminho beirando um rio
_ 1 vela amarela ou vermelha numa rua de cemitério
_ 1 frasco de perfume num caminho de uma praça
A Pomba Gira da Estrada não gosta de Encruzilhadas e nem de encruzilhadas T.
Ela é dos caminhos, das estradas..

Vinha caminhando a pé,
para ver se encontrava a minha cigana de fé.
Vinha caminhando a pé,
para ver se encontrava a minha cigana de fé.

Parou e leu minha mão. (Exu)

Me disse a pura verdade,
E eu só queria saber,
aonde mora Pomba Gira Cigana,
só queria saber,
aonde mora Pomba Gira Cigana.

Vinha caminhando a pé,

para ver se encontrava a minha cigana de fé.
Vinha caminhando a pé,
para ver se encontrava a minha cigana de fé.

Parou e leu minha mão. (Laroyê Exu)

Me disse a pura verdade,
E eu só queria saber,
aonde mora Pomba Gira Cigana,
só queria saber,
aonde mora Pomba Gira Cigana.
Laroyê

domingo, 2 de outubro de 2011

OS MISTÉRIOS DO CIGANO WLADIMIR


Era moreno claro de olhos e cabelos pretos.
 
  • SUAS ROUPAS

Wladimir usava roupas diferentes, conforme a fase da lua.
O detalhe constante nessas roupas é que a calça era sempre da mesma cor do colete de veludo que ele vestia por cima da blusa.
Na Lua cheia ele usava blusão vermelho com colete e calça azul-turquesa; na Lua crescente, blusão branco, colete e calça brancos rebordados com fios de prata;
na Lua nova, blusão azul-turquesa, colete e calça vermelhos rebordados com pedras coloridas; e,
na Lua minguante, blusão branco de mangas compridas, colete e calça marrons e uma faixa branca na cintura.
Em todas as fases da Lua ele usava na cintura uma faixa branca, na qual trazia o seu punhal de prata.

  • SEUS ADEREÇOS
O lenço que Wladimir usava na cabeça era de cores diferentes, conforme a fase da Lua.
Era azul na Lua cheia, branco no quarto crescente e vermelho na Lua nova.
Na orelha esquerda ele trazia uma argola de ouro e, no pescoço, um cordão de ouro com um medalhão antigo de seu clã.

  • SUA MAGIA

O Cigano Wladimir aprendeu a tocar violino com seis anos de idade.
Hoje, quando chega à Terra como espírito,pede logo o seu violino e começa a tocar antigas músicas eslavas.
Um detalhe importante: quem tem esse Cigano na aura não precisa saber tocar violino, pois, ao chegar, ele traz a essência da música.

Esse é o mistério de Wladimir.