domingo, 2 de outubro de 2011

Umbanda;Cabocla Jurema




O Sol girou mais uma vez em volta da Terra enquanto os raios da manhã tocaram na sua testa, a cabocla gritou:
- Sou Jurema!!

E pulou do galho mais alto da árvore gigante e pareceu voar por entre os pássaros e outros seres alados da floresta; mergulhando no rio profundo; de onde emergiu, nadando com os botos que entendiam seu canto:

“Cabocla seu penacho é verde
Cabocla seu penacho é verde
É a cor do Mar
É a cor da Cabocla Jurema
É a cor da Cabocla Jurema
É a cor da Cabocla Jurema
Jurema... “

Cabocla, filha valente de Tupinambá. Adotada pelo mundo, foi encontrada aos pés do arbusto da planta encantada que lhe deu o nome; e cresceu forte, bonita, como formosura da noite e firmeza do dia. Corajosa, a cabocla tornou-se a primeira guerreira mulher da tribo, pois a sua força e agilidade e manejo das armas e da ciência da mata, se tornara uma lenda por todo continente; onde contadores de estórias, aos pés da fogueira, falavam da índia de pena dourada, que era a própria mãe Divina encarnada.
Nada causava medo na Cabocla, ate que um dia ela encontrou seu maior adversário; o amor. Jurema se apaixonou por um caboclo chamado Huascar, de uma tribo inimiga chamada Filhos do Sol, que fora preso numa batalha.
Os dias se passaram e o amor aumentava, pois o pior de amar não é amar sozinho e sim amar em retorno, pois exige do amado, uma ação em prol do amor.
Pelo olhar o Caboclo Huascar dizia:
"Oh doce Cabocla
meu doce de cambucá
minha flor cheirosa de alfazema
tem pena deste caboclo
o que eu te peço é tão pouco
minha linda Cabocla Jurema
tem pena desse sofredor
que o mal destino condenou
me liberta dessa algema
me tira desse dilema
minha linda Cabocla Jurema"

Jurema que aprendera a resistir ao conto do boto, ao veneno da cascavel e da amadeira, já resistira bravamente a centenas de emboscadas e que sentia o cheiro à distância de ciladas, não conseguiu resistir ao amor que fluía do seu peito por aquele guerreiro. Observando o Caboclo preso, ela viu nos olhos dele, as mil vidas que eles passaram juntos, viu seus filhos, o amor que os unia além da carne e percebeu que não foi por acaso, que ele fora o único caboclo capturado vivo, e decidiu libertá-lo, mesmo sabendo que seria expulsa da sua tribo.
Na fuga, seu próprio povo a perseguiu, e em meio a chuva de flechas voando na direção do caboclo fugitivo, foi Jurema que caiu, salvando o seu amado e recebendo a ponta da morte que era pra ele, no seu próprio peito.
Conta a Lenda, que o Caboclo Huascar voltou a Terra do Sol e fundou um império nas montanhas andinas e mandou erguer um templo chamado Matchu Pitchu em homenagem a Jurema, onde, só as mulheres da tribo habitariam e lá aprenderia a ser guerreiras como a mulher que salvara a sua vida. E no lugar onde a Jurema caiu, nasceu uma planta rebusca e muito resistente que dá flor o ano inteiro, cujo formato exótico e o tom amarelo-alaranjado intenso chamou atenção de todas as tribos, pois tudo dessa planta poderia ser utilizado, desde as sementes, até as flores e o caule; e porque as flores dessa planta estão sempre viradas para o astro maior; ela ficou conhecida como Girassol.

"Moça bonita é a
Cabocla Jurema
Ela vem com um girassol
e a coroa dela é como um girassol
Ela é a luz do amanhecer
Tem os seus lindos sonhos de arrebó
e a coroa da Jurema é
como um girassol
é como um girassol
é como um girassol
é como um girassol"



É a entidade mais reverenciada em todos os terreiros, depois de Oxalá, sua história começa aos sete meses de nascida quando foi abandonada por sua mãe e assim acabou por ser criada pelo caboclo Tupinambá, Jurema foi cacique de sua tribo e ao desencarnar, veio a terra na foram da grande Cabocla Jurema.
Jurema entidade de força, de poucos risos, mas de um carinho fora do normal.
A ela credita-se, várias falanges de caboclos, onde ela é a comandante, são chamados eles de falangeiros da Jurema.
E tem sua filha Jureminha que responde também na linha de Jurema.
Imagens representativas da Cabocla Jureminha
(Filha da Cabocla Jurema e do Caboclo Huascar)

Entidade Guia - Chefe da Linha de Oxossi

Sua legião é constituída de grandes entidades espirituais, espíritos puros que amparam os sofredores, utilizando o processo de passes-cura através das ervas.

Normalmente, a Cabocla Jurema é entidade chefe e quando está trabalhando, atrai a presença, vibração de todos as Caboclas Jurema, ou seja, Jurema da Cachoeira, Jurema da Praia, Jurema da Mata etc, pois na realidade todas são uma única vibração que trabalham com os outros Orixás e seus ambientes e elementos da natureza. ex: lua, sol, mata, chuva, vento etc.
Jurema trabalha dentro da necessidade de cada pessoa, transmitindo coragem e energia.
Tem sempre uma palavra de alento e conforto para aqueles que sofrem de enfermidades.
Ela nos ensina a suportar as dificuldades e nos dá coragem para suportá-los.
Em qualquer lugar onde você esteja, quando o desespero tomar conta e a coragem lhe faltar, chame pela Jurema e sentirá sua força amparando você.

Quando quiser agradar essa Cabocla, vá a uma mata limpa, estenda uma toalha verde de pano e coloque sobre ela um vinho tinto doce (para Oxossi), um coco verde (para a cabocla), substituindo o líquido de dentro do coco por vinho com mel, enfeitado com fitas verde e vermelha.

Para Oxossi uma vela verde e um charuto.

Não se esqueça de uma travessa de frutas e uma cigarrilha.


OBS: As frutas podem ser laranja, banana,  manga, fruta de conde, goiaba etc...
As velas devem ser acesas fora da toalha, assim como o charuto e a cigarrilha.

Pontos Cantados da Cabocla Jurema:


Dentro da mata virgem,
Uma linda cabocla eu vi. (bis)
Com seu saiote feito de pena
Era Jurema filha de tupi
Jurema, Jurema, ô Jurema
Ela é cabocla rainha dos caboclos "o quê"
Mas ela vem lá do Juremá
Vem firmar seu ponto, nesse gongá.


Com 7 meses de nascida
A minha mãe me abandonou
Salve o nome de Oxossi
Foi tupi quem me criou.
Ai companheiros de Jurema,
Ai de mim tem dó.
Ai de mim, meus companheiros...
Ai de mim, tão só!



Que lindo capacete de pena,
Que tem a cabocla Jurema.
Mas ele é lindo,
Como a flor de urucá.
Lerê, lerê, lerá...



Oxalá chegou,
E já mandou busca...
Os caboclos da Jurema
O lá no Juremá
Meu pai Oxalá, é rei do mundo inteiro
Mando ordem pra jurema, chamar seus capangueiros

Ponto Cantado da cabocla Jureminha:

Ô Jurema, Jureminha...
Rainha dos caçadores (bis)
Quando ela firma seu ponto
Na areia, na linha das almas
Na linha de Nagô.


Orações a Cabocla Jurema



Juremá, Linda Cabocla de Pena


Rainha da Macaiá


Ouve o meu Clamor.

Jurema me livra dos perigos e das maldades

Ô Cabocla, tu que és Rainha da folha

Nunca me deixe em falta

Que o teu bodoque seja sempre certeiro

Contra os que tentarem me destruir.

Jurema caminha comigo, ô Cabocla

E me ajuda nesta jornada da Terra.

Jurema que a sua força, junto com vosso Pai Caboclo Tupinambá

Me acompanhe hoje e sempre

Em nome de Zambi,

Salve a Cabocla Jurema!
Okê Arô, minha Cabocla…
♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥

Jurema, recebi o teu recado

Aqui me tens atendendo o teu chamado

Diante de ti, de joelho a teus pés,

Rainha da Mata Virgem

Jurema, eu sei que és.

Irmã de Oxalá,

Filha de Tupã,

Da linha de Oxossi,

E da legião de Utubatã.

Jupira, Jandira, Janaina e Iracema.

É a falange suprema.

Da linda cabocla Jurema.

Eu encontrei em Jurema,

A redenção e a luz.

A beleza do poema,

Nas máximas de Jesus.

“Amai-vo tanto na vida,

tanto quanto eu vos amei”.

Nesta Umbanda querida

Esta é a nossa lei.

Quem nesta tenda chegou,

O nosso Mestre é o Senhor.

Esta mensagem é fraterna,

Esta mensagem é de amor.

Salve o reino de Oxossi,

Onde Jurema é rainha,

Pois um homem sem amor é um morto que caminha


♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥

Juremá, Linda Cabocla de Pena

Rainha da Macaiá

Ouve o meu clamor.

Jurema me livra dos perigos e das maldades

Ô Cabocla, tu que és Rainha da folha

Nunca me deixe em falta

Que o teu bodoque seja sempre certeiro

Contra os que tentarem me destruir.

Jurema caminha comigo, ô Cabocla

E me ajuda nesta jornada da Terra.

Jurema que a sua força, junto com vosso Pai Caboclo!


♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥

Minha querida Cabocla Jurema, oceano de bondade,

manifestação suprema da fé e

do amor de Deus para com seus filhos.

a praia é a sua morada, habitat onde renovamos nossas energias.

Irradie sempre sua Luz, em todas as direções, pois ela encontrará

muitos corações necessitados, entre eles, o meu.

Creio na tua presença a cada nova aurora, marcante, definitiva,

promovendo nosso encontro com a felicidade interior, e esta com a

permanência assegurada em nosso ego, onde germinarão sementes de amor

e paz, a partir de teu sim definitivo.

Ajudai-nos a ver as pedras em nossos caminhos como lições de vida,

mas que possam ser vencidas uma a uma,, dia a dia, passo a passo,

através da tua orientação.

que cada amanhecer seja um novo recomeço e possa minha alma conduzir-

se rumo à tua energia, óh Luz Divina!

Tuas palavras são marcas luminosas que preenchem as lacunas de meu

coração.

que nos momentos de solidão e cansaço seja merecedor de tua mão

amiga, lembrando-me que tudo passa e se transforma quando a alma é

grande e generosa.

Que no sono reparador minha alma voe contente, nas asas da

espiritualidade consciente, para que eu possa perceber a ternura

invisível tocando o centro de meu ser eterno.

Que a suave brisa de tua vibração me acompanhe, na terra ou no

espaço, como uma inigualável força invisível espargindo fluidos de

amor.

Querida Cabocla, presença Divina do inexplicável, transformai nossos

dramas em luz, as tristezas em celebração e nossos passos cansados em

dança renovadora.

O tempo se vai, mas algo sempre guardarei,

a tua presença, que um dia encontrei…

a sua força, a sua presença e a sua proteção!!

Saravá a Cabocla Jurema da Praia!!!
Okê Cabocla!!

Linha das Almas



São os que vivem onde tem almas, ou seja, na calunga, e existem várias Calungas. Calunga grande (Mar), Calunga (Cemitério), Calunga das Matas (Matas). Em cada área específica existem Exus responsáveis e cada Exu com seu exército ou falange.

Exu Pimenta pertence a linha das almas e vive na calunga das matas, onde socorre as almas que vagam levando-as à luz, se merecedora ou fica com ele, ou outros exus, onde a alma é reeducada sempre visando levá-la à luz.
Existe a Pomba-Gira Rainha dos 7 Cruzeiros da Calunga Grande, que vive mar, fazendo o mesmo papel do Exu Pimenta. Assim como o Exu 7 Cruzes, 7 Covas, 7 Catacumbas, que vivem no Cemitério e fazem o mesmo papel. Todos os Exus dessa linha trabalham com velas brancas, pretas e brancas, amarelas e pretas e guias da mesma cor. 
  • Linha das Encruzilhadas
 
Destina-se a linha da rua, ou seja, o povo a rua responsável por todos os caminhos, o responsável por todas as encruzilhadas seria o Rei das Sete Encruzilhadas. Existem vários exus dessa linha Capa Preta da Encruzilhada, 7 Encruzilhadas, 7 Estradas, & Caminhos, Tranca Ruas, entre outros. Trabalham muito com velas vermelhas e pretas, ou pretas e usam guias da mesma cor.
Recebem suas oferendas em encruzilhadas ou matas.
“As encruzilhadas de cimento não são boas para fazer oferendas para exus, pois lá vivem muitos kiumbas, eguns, espíritos atrasados que usam os nomes dos exus para atrapalhar as pessoas”.


  • Linha das Matas
 
Onde vivem os exus que trabalham nas cachoeiras, pedreiras, em matas, rios, etc. Onde a muitos são caboclos quimbandeiros, trabalham muito com ervas, gostam de ensinar banhos, defumações, tudo que envolva ervas. Existem vários tipos de matas, matas serradas, matas fechadas, matas em beira de estrada, de mar, onde existem os determinados exus responsáveis. Os mais conhecidos são: Arranca-Toco, 7 Cachoeiras, Pimenta, das Matas, dos Rios, entre outros.
Trabalham muito com velas verdes, verdes e pretas ou pretas, usam guias da mesma cor e muitas ervas.


  • Outras Linhas
 
Existe a linha dos mirins, onde cada exu tem um mirim representante, trabalham com velas cor de rosa e preta, azul e preta, doces, balas, guaranás, mel, etc. o exu chefe seria Tiriri.

Existe também a linha dos exus do mar, são piratas, marinheiros e exus das almas, afinal o mar é a calunga grande. Trabalham com velas pretas ou azuis, com areia. Suas guias são da mesma cor e com conchas e búzios.

Outra linha é a dos ciganos que em sua maioria são da linha das almas. Trabalham com anéis, jóias, correntes, tudo que envolva dinheiro, usam velas de várias cores. As guias variam bastante entre correntes ou amarelo ou preto.


  • Pomba-Giras
 
Pertencem a todas as linhas entre elas temos: Pomba-Gira Cigana, 7 Saia das Matas, Pomba-Gira Menina, Dama da Noite, Rosa Caveira.


  • Companheiras (os)
 
Cada exu (ou pomba-gira) tem sua companhia preferida, atuando como seu braço direito, a qual, sempre acompanha seu companheiro. E esse comportamento é uma coisa singular e pessoal variando de exu para exu. Por exemplo: o Tranca Rua das Almas tem como companheira Pomba-Gira das Almas, mas talvez o Tranca Ruas que incorpora no José é da mesma falange (família) daquele que incorpora no João, porém não é o mesmo e com isso prefere uma companheira diferente.


  • Médium e Exu
 
Todo médium possui um ou mais de um exu, que pode ser bem evoluído, em luz, força e sabedoria, mas para que esta entidade possa desenvolver bem seus trabalhos também depende dos conhecimentos do médium e do tratamento que o médium dispensa a entidade. Por isso sempre se aconselha ao médium que estude, procure manter suas obrigações em dia, cuide dos seus assentamentos, todo médium tem a responsabilidade de saber tratar com seus Exus.
“Calunga seria onde os corpos das pessoas são enterrados e as almas ficam vagando, como por exemplo o cemitério. O mar é a morada final de muitas pessoas que morrem afogadas, assim como as matas também guardam aqueles que lá se perderam e jamais voltaram...”.


Lenda Pomba gira -Maria Mulambo das 7 Catacumbas

A condessa Sophia estava novamente com problemas, por isso chamou a negra Calú. Da primeira vez em que ficara grávida fora Do casamento seu socorro viera através da escrava conhecedora de ervas que expulsavam o feto como que por encanto. 
Desta vez o assunto era ainda mais sério, estava grávida de um negro, como explicar ao conde, louro de olhos azuis e pele alvíssima, um filho que, certamente, nasceria mulato? Calú entrou cabisbaixa nos aposentos da condessa e foi informada que deveria novamente proceder como há quatro meses. A escrava ficou boquiaberta: - Senhora, como deixou isso acontecer novamente em tão pouco tempo? É muito perigoso provocar sangramento quase seguido! - Foi calada por um violento tapa - Como ousa julgar os atos de sua senhora, negrinha vagabunda? Eu te chamei para fazer o seu serviço e é isso que deve fazer. Vá buscar as o que necessitas e volte imediatamente com tudo pronto ou mandarei te surrar até que morras! Desorientada pela agressão, Calú embrenhou-se na mata para procurar as ervas que conhecia tão bem. Seu rosto ainda queimava pela agressão e também pelo ódio que invadia seu coração. Ela que sempre fora fiel, facilitara os encontros clandestinos da condessa em várias ocasiões, e não foram poucas, causara-lhe o primeiro aborto e nem um obrigado tivera ainda tinha que apanhar? Vagabunda era ela, que se vestia com capricho, perfumava-se e fazia o papel da esposa perfeita ao lado do conde e ao menor afastamento deste, deitava-se em qualquer lugar com qualquer um. E depois ela é quem tinha que virar-se para dar um fim aos bastardinhos? Hoje iria a forra, seria o seu dia de vitória. 
Apanhou ervas que em nada serviriam para o aborto proposto. Fez uma mistura que após a infusão levaria a mulher à morte em pouco tempo. Aí sim ficaria contente, ver aquele poço de vaidade e devassidão morrendo lentamente pelas suas mãos. Entrou no quarto e a condessa encontrava-se deitada. - Já está pronto o remedinho minha querida? - Além de tudo era cínica - Sim senhora, preparei uma grande caneca e hoje mesmo estará livre do seu mal. - Ah que bom! Desculpe sim? Se perdi a paciência com você, mas não gosto que me ponham contra a parede. - Calú lançou-lhe um olhar furtivo - Não foi nada, já esqueci! Tome o chá e fique deitada. Em poucos minutos a mulher começou a sentir dores insuportáveis. - Calú esse não é o mesmo chá? Estou com dores horrorosas! - É assim mesmo, senhora, faz muito pouco tempo do outro acidente. Intimamente a escrava alegrava-se ao ver o sofrimento da condessa. - Calú, estou morrendo! - A negra subiu sobre a cama e falou: - Isso mesmo, condessinha vagabunda, estou livrando o mundo de uma podridão. Morra infeliz! 
A porta se abre e uma escrava ouve as últimas palavras, sai correndo e gritando pela enorme mansão: - A Calú está matando a condessa! Em poucos minutos o chefe da guarda, invade o quarto e vê a cena, a condessa morta sobre a cama e a escrava rindo histericamente ao lado. Um golpe certeiro de sua espada corta o pescoço da mulher, a cabeça de Calú cai sobre o corpo inerte de sua vitima. Depois de muito vagarem por tortuosos caminhos inferiores, os espíritos de ambas, encontraram-se em uma lei de esquerda. 
Na linha de Maria Mulambo, conseguiram o fio condutor de uma lenta e necessária evolução. 
Este é um dos raros casos em que dois espíritos ligados pelo ódio em terra, uniram-se para a evolução sob a mesma lei. Sophia hoje atende por Maria Mulambo das Sete Catacumbas e Calú, por Maria Mulambo das Almas. Laroiê as Pomba-giras!